sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Insanidade.

Toda vez que eu te vejo
Sinto um louco desejo
de te ter aqui comigo
com o teu corpo junto ao meu

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tudo passa.

Eu sempre gostei de ser do contra, e para não perder o costume decidi que iria votar, nesse segundo turno, quando fosse dez para as cinco.
Foi até que meu pai descobriu que eu não havia votado.Aí começou a falação."Vai lá e vota de uma vez", dizia ele.
Mantive minha decisão, no entanto, ameaçava cair um temporal. Saí insatisfeita, era por volta de quatro horas.
Fui despenteada, com chinelo havaiana do meu irmão e uma blusa que mais parecia um vestido curto. E claro, debaixo de chuva.
Chegando ao local, um policial me olhava sem ao menos disfarçar. Estava eu muito estranha? Feia? Com certeza.
Entrei na minha seção, aliás, entrei na seção errada até que uma amiga mesária me chamou para onde eu deveria ter ido.
Foi rápido e indolor, tirando ter que escolher entre a Bruxa e o Drácula(ideia do pessoal do Blogcitário, devido ao Halloween).
Ao sair ia me esquecendo de pegar o comprovante. Totalmente normal.
Saindo do local, descobri que, na verdade, o policial tinha é me achado muito gostosa. Não gostei nada do olhar dele. E eu não gosto de cantadas.
Para terminar essa minha saída de casa, que é uma coisa rara quando eu vou visitar meus pais na minha cidade natal, encontro três crianças brigando. Bom, três meninas se xingando. Eram palavrões horríveis e ainda falavam sobre namorado. Sabe a idade das meninas? Pareciam ter por volta de oito anos.
Esse mundo me deixa cada vez mais desesperançosa. Políticos que não exercem com dignidade seus cargos, crianças que não sabem o que é ser criança.
Eu sorrio quando lembro da minha infância, quando eu brincava de boneca com minhas amigas. Feliz porque naquela época eu acreditava que ser adulto era legal. Que a justiça existia, que as pessoas eram boas.
É como dizem, tudo passa.